sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Buraco

O sabor amargo da derrota
invade a minha boca
recobre a minha face
desliza sobre a minha alma
como um doce veneno
que corrói aos poucos
deliciando assim
cada segundo de dor
e ódio que inundam
as minhas veias .

O dia nublado
os sonhos partidos
as rosas murchas na janela
o sangue que escorre
imagens fugazes
por vezes vorazes
me devoram em um delicioso
banquete macabro.

E as palavras
um dia amigas me traíram
eu me traí.
Me enterrei em um buraco mal cavado
Afinal, estava com preguiça de cavar direito.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Sangue

Vejo no meu sangue a dor de uma vida
Vejo nele os reflexos do seu rosto
Que se confundem com o desespero
Estampado a ferro e fogo em minha alma

E a minha palidez, ora fugaz
Hoje se tornou doença, fome, sede
Se tornou fuga e dor
Se tornou máscara de um sorriso

Máscara que cobre meu rosto
Coberto de cicatrizes
Cansado de carregar a maior dor do mundo
Pequena demais pra você.

Começo.

Tudo começa do começo. E o nosso blog também.
Quando a vida começa? Pra uns na infância, pra outros na adolescência, ou mesmo na vida adulta quando se atinje uma certa indepêndencia financeira. Ao mesmo tempo muitas pessoas pensam que a vida é uma eterna sucessão de começos e fins. Pensar em um começo é necessariamente pensar que há um fim. Pois um não existe sem o outro. E pra mim é isso que assusta a maioria das pessoas. Quando pergunto pra mim mesmo se tenho medo da morte, eu penso: Não tenho medo da morte, tenho medo de morrer antes de realizar meus sonhos. Mas será que um dia eu não terei mais sonhos e não mais medo de morrer?


E sempre tem aquele chato que diz viver a vida intensamente. Que diz sair pra todos os lugares, ir pra todas as festas, beijar todas as pessoas e etc...
Viver intensamente pra mim é fazer o que se tem vontade. Eu vivo intensamentemente na minha cama!