Tomei um café.
Dois ou três, quem sabe...
E abri meu olhos.
Não antes.
Mas depois.
E depois do depois vem sempre
aquela sensação do café.
Vesti minhas roupas
as mesmas.
E porque não?
Andei um pouco e me cansei
Que chatisse.
Precisava de mais café.
Uma explosão de cafeína.
Quem sabe injetável?
Quem sabe inalável?
Ascendi dois cigarros.
Uma pra mim. Outro pro café.
Café que é café fuma um cigarro junto.
Fiquei sem ar.
Mas continunei andando.
A loira fala coisas estranhas.
Mas que no final fazem mais sentido
que tomar café...
Ou não.
Porque procurar sentidos?
Se no final do dia, ou melhor, no começo
Eu sempre começo com café.
Tomei um livro.
Li um café.
Tentei pelo menos.
Porque é tão difícil tomar um livro?
Porque é tão difícil ler um café?
Café faz bem pra saúde.
E eu, saúdavel como sou tomo café.
Não tanto quanto gostaria
Café é caro. E quente.
Tem café frio?
Tem.
Ahh, então não quero!
Tem café amargo?
Tem.
Então não quero?
Como quer então?
Quero quente, doce, e forte.
Não precisa ser três corações.
Pode ser um mesmo.
Se com um já é difícil, imagina com três?
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
adorei esse poema
mto bom mesmo!
tã profissional e original
Postar um comentário