terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Estreiando minhas postagens vou falar de um assunto minimamente desinteressante para jovens, como eu, mesmo porque jovens como eu podem pensar em revoluções alucinantes em torno de política, em como se tornar o próximo Bill Gates, em participar de festas com o ensejo de aderirem a alta sociedade, ou simplismente, o que é mais comodo, não pensam em nada ou em tudo exceto nas criaturinhas, por hora angelicais, que daqui uns 10 anos estarão no nosso lugar, pensando em revoluções, sociedade, meios de ganhar dinheiro, em tudo e nada.
Pasmem... nossa geração não teve nada de perdida, observem mais atentamente o que está vindo por aí. Crianças que não conhecem o sentido da palavra não, se sentem o centro do mundo e levam os pais na palma da mão, são tão autoritárias que eu chego a compará-las a políticos despóticos.
Falo sobre isso com conhecimento de causa, a mercearia de minha família é um palco onde desfilam essas fofuras, são realmente encantadores, mas nem um pouco educados e respeitosos, de ínicio são cheios de vontade, se nao podem berram e o pai ou mãe acaba por ceder o choro agonizante de seus rebentos. Hoje mesmo entrou uma mãe desesperada, disse que vinha do outro lado da cidade pra comprar um certo docinho pra filha levou logo o pote inteiro com uns 32 docinhos super calóricos, eu mesmo não tenho coragem de colocar um na boca, não vale a pena e sinceramente não deixaria um filho meu se entupir de tanta porcaria. Outro fato me deixou ainda mais perplexa, olhei uma pequena prateleira de revistas e vi revistas pornográficas expostas de forma de tampassem até as revistas de baixo, pensei "como essas revistas vieram parar aqui? Estão tentando vender isso de qualquer forma, ou foi algum desses nada agradáveis senhores que as colocaram aqui?" não só pensei como indaguei minha mãe: "Mãe por que isso ta sim?" ela foi lá ver e me surpreendeu coma resposta: "ahh, tinha umas crianças mexando aí". Além de mal educados, estão também pervertidos, que dó! Eu como futura psicologa nao pode deixar de analisar: como serão estas crianças quando forem adultas? A geração deles se diferenciará muito da minha?. Não cheguei a conclusão alguma, mesmo porque não sei como os outros jovens de minha idade foi criada, só sei que eu não tive tantas mordomias e tão pouco tantas vontades. O pior de tudo é que ainda olho pra carinha dessas coisinhas fofas e sinto vontade de apertar e claro, dar umas palmadinhas, pra se tornarem completamente angelicais.

2 comentários:

Vinícius D'Ávila disse...

Eh por isso que diversas vezes ainda agradeço por ser o rejeitado filho do meio

Paula disse...

Marininha, adorei o seu texto. Continue escrevendo que eu sempre darei uma passada por aqui. Um abraço, Paula.